O Que Se Passa Contigo Astroneer


Partilha nas redes sociais

O que se passa contigo Astroneer? A minha paciência para este jogo de PC está a desaparecer a uma velocidade vertiginosa. Sim, estou mesmo a ficar farto do Astroneer! Hoje é dia 18 de Dezembro de 2017. E a 16 de Dezembro de 2016 foi lançado o jogo em formato de acesso antecipado. Formato em que ainda se mantém. Estar em acesso antecipado por si não é o maior dos problemas. O maior dos problemas é a notória falta de progresso de fundo, que seja objectivamente palpável. Lê o resto do artigo para perceberes o porquê.

A Questão do Acesso Antecipado

O Que Se Passa Contigo Astroneer 2

Antes de prosseguir quero uma vez mais reafirmar que adoro um jogo como o Astroneer. Sim, genuinamente que gosto. Até já fiz um artigo nos primórdios do blog do PUMPUM sobre este lançamento. Ainda existe e podes ler e ver o que achei na altura e comparar com o que acho agora do jogo. Em teoria não sou contra o formato de acesso antecipado desde que o mesmo cumpra com aquilo que promete ser. E seja fundamental este meio de distribuição, e comercialização, para o sucesso financeiro do projecto. O PUMPUM não tem problemas em meter umas dezenas de euros num jogo em acesso antecipado desde que o mesmo garanta diversão e evolução regular.

Infelizmente o padrão com os jogos de acesso antecipado está a tornar-se repetitivo no pior dos aspectos. Quando estes jogam ganham o estatuto de famosos e as vendas demonstram isso, a evolução destes projectos começa a entrar no campo da estagnação e confusão. Confusão propositada na forma como é comunicado o calendário de desenvolvimento e o que efectivamente as actualizações melhoram, adicionam ou corrigem. Várias são as vezes em que uma actualização é suposto corrigir uma ou várias falhas específicas e tal não aparece durante a sessão de jogo. Os problemas continuam todos por lá. Ou desapareceu um e apareceram três ou quatro novos problemas. E sem necessidade! Não há desculpa.

O Que Se Passa Contigo Astroneer

O que se passa contigo Astroneer? É uma pergunta que tenho feito a mim mesmo após cada actualização que o jogo recebe. No período de um ano forma várias as actualizações que o jogo em acesso antecipado recebeu. Isso é inquestionável. Agora uma coisa é certa, mesmo com os problemas de performance das primeiras actualizações o jogo tinha muito mais piada. Não pela excessiva facilidade que tornava a jogabilidade aborrecida ao fim de um par de horas. Mas por ser uma experiência mais consistente. Agora tem mais detalhes mas não se joga melhor por isso.

Joga-se pior, com muitos e desnecessários bugs. Faz-me confusão porque a melhor maneira que eu tenho para te explicar a suposta evolução do jogo é que cada passo que dá em frente, porque eu tenho as actualizações como passos em frente, ao mesmo tempo existem vários retrocessos noutras partes importantes da mecânica de jogo. E até por vezes penso se não será propositadamente ou por puro desleixo. Hoje em dia o desleixo dos programadores de jogos é preocupante. É também por este tipo de abordagem que um número cada vez mais significativo de jogos da moda e populares são todos de acesso antecipado.

Os Meus Motivos de Queixa

Tenho os meus motivos de queixa concretos com Astroneer. Um deles e para começar é que estou a escrever este artigo no dia 17 de Dezembro para sair no dia 18. E não houve uma actualização de aniversário. Era bom que tivesse havido. E que corrigisse falhas que se arrastam desde um ou outro momento nestes 12 meses desde o lançamento. Bugs de jogabilidade e optimização da performance do jogo tem sido deixada para segundo plano, quando deve ser a prioridade. Depois de corrigidos e depurados os principais erros do jogo então pode-se passar para a adição de novas funcionalidades para dar mais profundidade.

O problema constante que noto em Astroneer é a adição constante de novos elementos de jogabilidade que não ajudam a dar o interesse desejado. A mecânica básica continua partida e não é corrigida. Há que reparar e estabelecer a mecânica base do jogo e então a partir daí evoluir para o que se quer. E não o inverso de meter e tirar coisas só porque sim para passar a ideia de que se está a trabalhar a bom ritmo.

E não se está. Até porque algo que me assombra neste jogo é que não existe uma ideia clara daquilo que o jogo pretende ser. Não que isso tenha que ser mau. Mas este tipo de excesso de abertura àquilo que o jogo quer e pode ser faz com que não se caminhe em direcção a algo de concreto. Ora mete-se isto no jogo, ora mete-se aquilo no jogo. E andamos sempre às voltas para não se sair do mesmo local em direcção a algo de concreto.

Os Casos Concretos de Queixa

Já sabes que não sou de criticar por criticar. Tudo o que aqui é escrito com um claro e objectivo tom crítico está devidamente sustentado com factos. Se não gostas de factos contacta com urgência o teu psiquiatra. Estás a precisar de umas sessões de terapia urgentemente. Mas de volta ao tema que importa: O Que Se Passa Contigo Astroneer. Tudo bem que é “normal” um jogo em fase pré-alpha estar cheio de bugs. Mas isso não é desculpa para uma falta de evolução do jogo. Evolução lógica e palpável para o jogador. Nestes 12 meses tenho tropeçado quase sempre nos mesmos bugs.

A falha pontual ou continuada da sincronização dos efeitos sonoros com o que o astronauta faz ao interagir com os mais variados elementos. Isto já se arrasta à tanto tempo e a única coisa que vi modificada foram os partes das músicas e a forma como as mesmas começam a tocar para dar ambiente ao jogo. A física de vários elementos de jogo está em constante alteração. Quando camiões quase voam por falta de Gravidade é porque alguém se esqueceu de programar devidamente a física daquele elemento de jogo. Não, não há desculpa. Até porque esses elementos em versões anteriores tinham a física correcta.

Há também o caso da performance cair a pique quanto maior é a área explorada e visitada pelo jogador. Seja em cada planeta individualmente ou no sistema solar apresentado no jogo. Isto já devia estar perfeitamente optimizado. Não há desculpa para não estar. A conversa das prioridades não é justificação para nada. E o que mais me lixa é que em vários casos, quase na esmagadora maioria, e não sei porquê, os Planetas aparecem às camadas separadas. Isso torna impossível aterrar neles para continuar a exploração espacial. A solução? Apagar esse save e começar de novo. Para depois no novo jogo voltar a acontecer num ou noutro momento. Patético!

O Que Se Passa Contigo Astroneer

O Que Se Passa Contigo Astroneer 3

Aguardo a saída de nova actualização para testar o jogo novamente e ver as novidades e se existem melhoramentos palpáveis. E caso justifique vou escrever novo artigo a dizer o que melhorou e o que ficou na mesma. Não quero fazer uma segunda parte para O Que Se Passa Contigo Astroneer. Quero abrir o jogo e perceber que estou ali horas a fio a divertir-me e que existe algo de lógico e racional para o estar a fazer. Que o Astroneer passou a ter uma mecânica de jogo com pés e cabeça. Daqui por um ano não quero uma celebração de aniversário com o produto inacabado. Gastei 20 Euros num jogo a dar os primeiros passos e quero ver tudo completo. Sim, quero!

Onde Podes Comprar o Astroneer

Podes comprar a tua cópia do Astroneer na Steam. Se comprares não te esqueças do PUMPUM. Sim, podemos estar um par de horas a jogar Astroneer cooperativamente. É menos aborrecido do que estar a jogar sozinho num sistema solar com planetas desabitados. O jogo à data de escrita deste artigo tem o preço de €19,99 e €24,99 para jogo acompanhado da banda sonora original.

Deixa a Tua Opinião ou Comentário a Este Artigo

O que se passa contigo Astroneer acabou por ser um desabafo do PUMPUM. Acho que é o jogo na minha conta Steam que mais horas tem! Por isso a minha vontade de ter a melhor experiência possível está lá bem no topo das prioridades. Mas agora quero a tua opinião e comentário em baixo. Conheces o jogo Astroneer? Conheces a moda dos jogos de acesso antecipado? Estás à vontade. Tenho todo o gosto em ler e responder. Se gostas do blog do PUMPUM segue nas redes sociais e partilha este artigos pelas redes sociais. Muito obrigado e até ao próximo artigo!

Comentários

Partilha nas redes sociais

Artigos relacionados que poderás gostar: