Lidar Com Pessoas

Lidar Com Pessoas

Lidar com pessoas é uma das artes que não está ao alcance de todos. Pelo menos ao meu não está. No meu dia-a-dia lido com muitas pessoas de todos os espectros e noto que cada vez mais alguns padrões de comportamento são demasiado evidentes. Mas principalmente são muito mais recorrentes.

Lidar Com Pessoas

Lidar com pessoas é complicado e parece que está cada vez mais complicado. Há uma dispersão completa entre o que se quer e como se age para obter o que se quer. Ou o que é lógico, normal. E é neste ponto que a estupidez humana se revela e ganha cada vez mais forma. De excepção está a passar a regra. Não sou pessoa de ter muita paciência. Aliás, para estupidez a minha paciência é mesmo zero. Não aturo, nem admito nem compactuo com ela. O que é que se passa com as pessoas para sentirem uma necessidade irracional de constante superiorização a rebaixamento dos outros?

Pensam que as outras pessoas são inferiores ou têm de as fazer sentir inferiores. De as fazer sentir-se um objecto dispensável e sem qualquer valor. É algo nojento e que me dá a volta ao estômago. Não gosto de ver isso a acontecer com outros. E ainda menos de o sentir na pele. Os motivos para este tipo de comportamento podem ser mais que muitos. Em nada da minha vida tomo por certo que tenho sempre razão. Penso e analiso ao detalhe todas as situações. Vejo e revejo para ter absoluta certeza de que não fui a causa ou que ajudei à causa. Penso bastante. E quando não por muito tempo, penso com a intensidade necessária para ter uma decisão ou ideia devidamente fundamentada. E quando há a decisão, ela é definitiva.

Cada vez mais sinto a necessidade de ter o mínimo dos mínimos de empatia e reduzir contactos ao mínimo dos mínimos. Tudo isto para não ser contaminado por esta onda de estupidez e má educação desnecessária. Ocupa tempo e energia que eu quero, e preciso, de usar nos aspectos mais valiosos e produtivos da minha vida. Não gosto nem quero perder tempo e energia a absorver e posteriormente a dissipar.

É muito ego, muita vaidade e muita duplicidade à solta. Nunca tive feitio, paciência ou capacidade de aprender a lidar com isso. Para mim ter de lidar com isso equivale ao ter de aceitar, e até, validar este tipo de comportamento absurdo e animalesco. Estas coisas, para mim, não podem ser normalizadas. Nem em parte ou em todo. Não quero fazer parte desse problema.

Existe ainda a ilusão entre o que é o poder e o que é a prepotência. Pode-se pensar que são a mesma coisa, mas não. Para mim não são. Poder não é abuso de poder, e muito menos um parente próximo da prepotência. São a mesma coisa, mas para mentes fracas, que procuram evidenciar-se e esconder o quão fracos são e se sentem. E que usam e abusam disso, da ilusão que criaram de si mesmos e do que são. E do que é que acham que podem ser e fazer aos outros quando a realidade lhes bate à porta e querem atirar para o lado o que está à vista.

Topo