Kona

kona review pc steam

Kona, nada de brincar com o nome ou arranjar outras conotações, é um dos jogos que tinha na minha lista de desejos na Steam. Trata-se de um jogo indie que quer cativar pela localização e desenrolar da acção. Vi-o a um fenomenal preço na Kinguin e não perdi a chance de comprar Kona para ter na minha biblioteca. E ver para além daquilo que o trailer oficial me transmitiu se estamos perante uma pérola escondida ou não.

KONA

kona review pc steam

Eu, PUMPUM, ando sempre à procura de jogos que não chegam ao grande público, ou ao conhecimento do grande público, mas que no fundo são pérolas que devem ser partilhadas. E acima de tudo jogadas, pois trata-se de um jogo. Sei perfeitamente que não sou eu que vou fazer um jogo obscuro ter as atenções de milhões de pessoas. Mas se efectivamente for bom – em minha opinião, claro – é meu dever aqui partilhar no blog a sua existência ao mundo real e virtual.

Então Kona estava, como disse na introdução, na minha lista de desejos. Não estava no topo das prioridade. Estava de meio da tabela para baixo. Mas ao vasculhar, como faço regularmente, pelos preços entre a loja da Steam e a Kinguin, tive ali e na hora uma constatação que não podia negar. Kona estava a um fantástico preço na Kinguin! Pouco mais de um euro. Não estou a exagerar. E por isso resolvi fazer a compra impulsiva.

Valeu a pena? Valeu. Se fosse pelo preço que tem na loja da Steam teria ficado com um amargo de boca muito grande. E ainda muito maior amargo de carteira! Mas o veredicto a Kona, uma produção da Parabole, vem no fim desta review. Antes de lá chegar há mais coisas a partilhar e relatar sobre este jogo. Menciono já que não tive qualquer contacto com o jogo durante a sua fase early access (acesso antecipado) na Steam. Daí para aquilo que temos como versão final não tenho maneira de saber o avanço significativo ou não que teve.

HISTÓRIA

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Os acontecimentos de Kona levam-nos para o ano de 1970, mês de Outubro. Mais concretamente para a região norte do Quebeque, no Canadá. Isto para os mais desatentos em geografia. Tudo começa com o Narrador, que é quem dita a história e os acontecimentos que se desenrolam e se desenrolaram no passado – e que são descobertos durante a investigação que o nosso protagonista faz – a colocar-nos a par da situação que leva o nosso protagonista a estar naquele local.

Estamos perante um meio isolado no norte do Canadá em que aquilo que poderia revelar ser um meio pacífico e pacato tem muitos segredos. A todos os níveis. Nem tudo o que parece é. Nem tudo faz sentido. Durante o caminho do protagonista para ter com o seu cliente, que o contratou para levar a cabo uma investigação sobre quem serão os responsáveis por actos de vandalismo nas suas propriedades. Durante o percurso um carro vem de frente a alta velocidade e faz com que o nosso protagonista se despiste e fique inconsciente.

Quando acorda, com alguns ferimentos, depara-se com uma violenta tempestade de neve que tornou toda a paisagem num branco inóspito. Mas isso não o demove de seguir caminho para se encontrar com o seu cliente. Ao chegar ao estabelecimento comercial do seu cliente depara com ele morto no chão no meio da confusão de caixas de produtos de mercearia. Mesmo com o seu cliente morto e impossibilitado de lhe pagar o nosso protagonista não desiste de prosseguir com a investigação para a qual foi contratado e tentar pedir auxilio para sair daquela tempestade.

Esta busca pela verdade. Por quem foi o assassino do seu cliente. Vai fazê-lo descobrir muitos mais mistérios e de maiores proporções num meio praticamente inóspito e desprovido de habitantes.

GRÁFICOS

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A nível visual Kona funciona na perfeição. Não que os gráficos sejam perfeitos ou com um nível de detalhe típico de um jogo de elevado orçamento. Nada disso. Os gráficos estão num nível perfeitamente aceitável. Estão, a meu ver, mesmo no meio caminho entre o estilo de animação e o foto-realismo. Há uma vontade clara de transmitir o realismo e ambiência de estar num local isolado, remoto, com frio extremo e uma tempestade de neve.

E com esse realismo criar um ambiente em que os perigos podem ser múltiplos. Principalmente o perigo do desconhecido que o mapa não revela, mas que podemos, por via da exploração, tropeçar nele. Os efeitos visuais funcionam, mas primam pela simplicidade. Até porque estamos num ambiente em que neva, e muito, e o vento fustiga as árvores e a vegetação circundante. Para os mais atentos ao detalhe poderão ao fim de um par de horas achar a área repetitiva porque acaba por ser mais do mesmo.

JOGABILIDADE

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Estamos sempre em primeira pessoa. Dentro ou fora do carro. Dentro ou fora do snow mobile. Dentro ou fora de casas, garagens, grutas… Não temos de fazer nada de anormal em Kona. Basicamente andamos de ponto A a ponto B consoante a história nos “obriga” a andar pelas zonas de mapa. Quando não podemos ir para algum lado, ou ainda há algo mais a descobrir, o Narrador fala para nos dar alguma luz dos acontecimentos.

Podemos, e até temos, de interagir com vários elementos, quer do meio ambiente quer dentro das habitações e lugares anexos. Só assim podemos compor o nosso inventário e resolver os puzzles com que nos deparamos para progredir na história.

Algo que notei em todo o jogo e que não encontro explicação aceitável são os tempos de load entre partes do mapa. São curtos de duração, é certo. Mas perfeitamente desnecessários com a tecnologia hoje em dia ao dispor. Muitos são os jogos com áreas muito maiores e mais detalhadas que não precisam de recorrer a esta técnica. Outro ponto a apontar é que é impossível aceder a algumas áreas marcadas no mapa. Não percebo se é propositado, se deixaram ficar assim para deixar no ar a possibilidade de uma sequela ou se foi porque resolveram lançar o jogo sem ter todas as áreas prontas.

SOM

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O som ambiente funciona bem. Mas como já disse anteriormente ao fim de um tempo é repetitivo porque somos colocados num meio remoto com o clima que já foi falado. A banda sonora é boa mas também peca por repetitiva. São muito poucas as faixas originais que o jogo tem para dar uma maior grandiosidade aos acontecimentos e situações várias. Varia entre musica tradicional da zona onde o jogo se desenrola e música ambiental.

Esta linearidade acaba por servir de alerta, por vezes desnecessário, para o que pode acontecer a seguir. A meu ver a banda sonora aqui devia ter mais diversidade até de modo a contribuir para adensar o ambiente de mistério, exploração, investigação e sobrevivência.

TRAILER OFICIAL KONA

Trailer oficial para Kona Review PC Steam.

ONDE COMPRAR KONA

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Ao utilizares o link da Kinguin e fazeres qualquer compra por lá estás a ajudar o PUMPUM. A Kinguin dá uma pequena percentagem aqui ao PUMPUM. Parte, ou totalidade, dos montantes são canalizados para a aquisição de novos jogos que, regra geral, são jogados em livestream na Twitch e podem ou não ter direito a review escrita aqui no blog.

Kona na Steam – http://bit.ly/2QYQlbP
Kona VR na Steam – http://bit.ly/2S6agHo
Kona na Kinguin – http://bit.ly/2Cru821
Kona VR na Kinguin – http://bit.ly/2J47nCz

À data de escrita e lançamento desta review a Kona o preço na Steam é de €14,99 e na Kinguin é de €1,79. A compra na Kinguin é segura. A entrega da chave do jogo para colocação na Steam é imediata após o pagamento ser efectuado. Os jogos comprados na Kinguin podem ser pagos por Multibanco, PayPal, Paysafecard, Cartão de Crédito, entre outros…

VEREDICTO KONA

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Kona é uma experiência que se revelou interessante para mim. Ao mesmo tempo revelou algumas debilidades. Acaba por ser algo linear. Poderão dizer que se trata de um título indie e por isso há limitações de vários lados. Não pega. Acho que este jogo podia ser mais. Estava completamente ao alcance dos seus criadores.

O trailer de Kona não é enganador. Transmite a simplicidade e até a relativa linearidade do jogo. Isso é mau. Não. Mas devia ser mais. Já nem digo na parte gráfica porque o que se vê é bastante aceitável. A mecânica de jogo até é linear mas funciona bastante bem. A história em si não é má mas sofre por ir crescendo de forma lenta para na recta final acelerar a fundo e descarrilar por completo. O ambiente agreste que serve pano de fundo à investigação alimenta bem o mistério, a solidão, o isolamento, o desespero…

Então o que falha? A meu ver a falha reside na conjugação de todos os elementos anteriormente mencionados. Um videojogo é uma junção de vários elementos que devem ser equilibrados entre si. Kona tenta, e tenta bem. Tem esse mérito. Mas parece que podia e devia ter muito mais. É que Kona quer ser mais do que é. E o potencial estava todo lá. É interessante. Gostei, mas soube a pouco.

Fico expectante para ver se haverá sequela ou não. Kona é, para todos os efeitos, um teste que a equipa de produção fez a si própria. Os jogadores, e compradores, deveriam ter sido brindados com mais.

O TEU COMENTÁRIO É IMPORTANTE

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Esta foi a review a Kona, versão PC Steam. Agora é o teu comentário que importa. Conheces, não conheces? Susciptou o teu interesse, ou não? Não te esqueças de me seguir nas redes sociais. Estou presente em várias e coloco conteúdo por lá de forma regular. Também podes partilhar este post com a review a Kona pelas redes sociais. Fico agradecido por isso. Ajuda o blog e o seu conteúdo a chegarem a mais interessados no que aqui se cria.

Podes ver-me jogar, e interagir comigo, no meu canal na Twitch – https://www.twitch.tv/PUMPUMpt . Não te esqueças de carregar no botão com o símbolo do coração para seguires o canal e não perderes cada nova livestream. Fica bem. Até ao próximo post aqui no blog do PUMPUM!

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