Arranca 2019

Arranca 2019

Arranca 2019 e com isso é a altura de fazer os habituais balanços e resoluções. Não estou muito interessado nisso. Só sei que lá fora está frio. Muito frio. É normal estar frio no Inverno. Pelo menos é o que sinto desde que nasci e tenho memória. Não me lembro de ter apanhado um Inverno quente. Gostava de saber em que Planeta vivem os jornalistas e repórteres. Pelo que já vi e li, pode ter-se esse título atribuído sem se o ser na realidade. O que interessa é dizer as coisas, por mais fantasiosas que sejam, com muita, mas mesmo muita convicção. A ideologia, a fantasia, tornou-se mais importante do que os factos.

ARRANCA 2019

Mas este artigo tem como finalidade fazer um ponto de situação do projecto PUMPUM a vários níveis. Se há coisa que gosto de fazer é evoluir. E nem sempre a evolução é positiva ou dá resultados positivos. Mas dá ensinamentos. E com esses ensinamentos há que não repetir o que fez correr mal. Mas para mim não há problema em ar um ou dois passos para trás ou para qualquer um dos lados se o caminho continua a ser em frente. Em 2018 isso aconteceu. E em 2019 certamente vai acontecer. Não é ser pessimista. É ser realista.

Uma das várias coisas que 2018, não 2019, me lembrou de forma recorrente é que por mais que se espere diferente, nalgumas coisas, o resultado acaba por ser sempre o mesmo. As pessoas são o que são. As pessoas, pelo menos grande parte delas, não muda e não presta. É assim mesmo. E mais. A ideia de que mais vai dar invariavelmente a mais também está completamente errada. Menos é mais. Mais não é mais. É saturação. É frustração. É cansaço. É desmotivação.

Por isso neste início de ano não vou andar a correr. Vou parar. Porque daqui por um tempo toda a gente cheia de velocidade e ideias já tem tudo parado e morto. E eu não tenho nada a ver com isso. Por isso vou estar no meio canto, em meditação profunda. E quando achar que é altura de voltar, volto. Não gosto de estar por estar. Não gosto de fazer por fazer. Eu não faço para provar nada a ninguém. Faço para provar a mim próprio que sou capaz de fazer e evoluir. E se não for também sou e serei sempre o primeiro a perceber isso.Agora preciso de tempo e espaço fora desta loucura do mundo digital.

UMA RADIOGRAFIA DO MUNDO DIGITAL

Este mundo digital está cada vez mais contaminado. Por vezes até sinto que está para lá de qualquer tipo de salvação ou retrocesso para um ponto de equilíbrio. Aquele ponto que ainda é minimamente saudável. Por muito que se escolha estar numa zona limpa, que são cada vez menores, lá vem sempre porcaria sujar o espaço até então asseado. Já não se fala. Dizem-se coisas. Não se debate. Insulta-se indiscriminadamente. Não se ajuda de verdade. Tem-se sempre uma agendinha mesquinha. Não se pede ajuda de verdade. Quer-se sempre usar e abusar da boa vontade e predisposição para ajudar por parte de alguém.

Pelas minhas contas, e valem o que valem, 2019 tem tudo e mais alguma coisa não para ser igual a 2018, mas para conseguir a faceta de ainda ser pior. Infelizmente. É que não tenho nenhum tipo de alegria em escrever isto porque é efectivamente sentido. E não sou de viver no mundo do faz de conta. Isso deixo por os muitos e muitas cínicas, cínicos e hipócritas. Estas espécies não vão desaparecer ou diminuir tão cedo. Vão andar aí como parasitas que são a fazer por desmotivar e destruir algo que outras dão muito de si para fazer acontecer. Não deixes que esse tipo de gente se “cole” a ti.

Não deixes que o que dizem – que no fundo é o que queres ouvir mas não o que precisas de ouvir – te molde para seres algo que não és. E posteriormente estares sempre à espera dessa validação para encheres o teu ego. Porque o que precisas de encher não é o teu ego. É a tua auto-estima. E a auto-estima não se enche a ouvir maravilhas quando não há maravilhas para ouvir. Não sintas vontade de saltar de cabeça para ajudares quem aparenta estar mal na vida, ou até pior do que tu na vida. Até pode ser, mas isso é uma armadilha para te usarem. E até vais ter momentos em que sentes que é isso que se passa. Mas por não quereres acreditar que uma vez mais caíste na armadilha que juraste que nunca mais ias cair, preferes não ver o óbvio. Mas óbvio vai voltar novamente. E quantas vezes mais vais fazer de conta que não?

O QUE EU QUERO EM 2019

Tira essas pessoas da tua vida o quanto antes. Vais custar sempre. Mas quanto mais tempo o adias maior será a ferida. E se a ferida pode ser pequena e sarar depressa não há motivos para a fazer grande e longamente penosa de curar. Não tens que ser miserável. Nem ser falsamente feliz. Nem sentir que a felicidade pressupõe falsidade nas amizades e relações. Nada disso. Todas as coisas têm um prazo de validade. E quanto mais depressa te livrares daquilo a que já passou o prazo de validade ainda melhor. Não, em 2019, não vou começar o ano no ginásio a perder peso. Não engordei.

Quero encontrar o meu ponto de equilíbrio. E sei que o vou conseguir. Leva o seu tempo. Mas vou chegar lá. E com boas companhias. Pessoas a sério. Pessoas que não repetem muito a palavra “amigo” ou “gosto muito de ti”, porque quando é o caso em qualquer uma delas isso mostra-se. Não se está recorrentemente a dizer.E muito menos a falar mal pelas costas de quem tanto se gosta e por quem tanta amizade se tem. Já vi este filme muita vezes para me sentir surpreendido. Já tem aquele sentimento banal. Chateia um bocado pelo tempo que se perde em nada, e ainda mais tempo a limpar a porcaria que esta gente deixa no nosso espaço e à nossa volta.

ARRANCA 2019

E com isto tudo não tenho mais a dizer ou acrescentar por agora. Isto é mais um desabafo do que outra coisa qualquer. Gosto de fazer parte da solução e nunca do problema. Até ao próximo artigo aqui no blog. Fica bem e tem um 2019 positivo em que conquistes o que pretendes.

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