A Cultura Mora Aqui Festas

A Cultura Mora Aqui Festas

A Cultura Mora Aqui Festas é o tema para os meses de maio e junho para a colaboração temática regular de bloggers e youtubers de língua portuguesa. No final do post tens toda a informação sobre como, se quiseres, também podes participar. Mas agora vou falar da Festa, uma delas, da santa terrinha onde resido. Aguenta-te porque é um evento muito doloroso de sobreviver.

A Cultura Mora Aqui Festas

A Cultura Mora Aqui Festas. Ai que isto vai ser mesmo bom! Falar de uma das maiores barracas festivas da santa terrinha onde resido. É uma autêntica viagem no tempo, mais concretamente a uma Era onde se alimentava ignorância com ignorância. Espera, mas isso ainda acontece nos dias de hoje. Pelos vistos a evolução de lá para cá não foi tanta como se podia pensar ou esperar.

Quero esclarecer agora, para evitar confusões e mal entendidos desnecessários, que não se trata de uma crítica aos gostos, mas sim à má organização, má divulgação e ainda pior execução. É doloroso tanta coisa má junta num evento só. Mas aconteceu. E para mal de quem gosta de estar em paz, vai voltar a acontecer em 2018. Cada um gosta do que gosta, mas tem de existir um balanço. Por vezes menos não equivale a menos, equivale a mais. Acho muito bem que sigam uma dita tradição que de tal pouco ou até mesmo nada tem.

Reino da Parolice

Por estas bandas o intelecto não abunda, não se incentiva e pior de tudo não se aceita bem quem o tenha. Não tenho problemas em dizer que vivo num meio onde o retrocesso constante é apresentado como evolução permanente. Confuso? Até para mim é. Mas basta andar na rua para ver que é mesmo assim. Bem podia estar em Nova Estalinegrado ou Nova Leninegrado. O atraso disfarçado de desenvolvimento. Típico da União Soviética. E típico das fracas mentes a quem tem sido depositada a responsabilidade de fazer esta cidade regredir no tempo a passos largos e a alta velocidade. E tal como na União Soviética, e anteriormente no Império Romano, com circo, sopas e bolos lá se vão enganando os tolos. E o problema é que os tolos são mais que muitos e não aprendem.

Puro Quê?

Puro Ribatejo. Eu sei que estamos na era em que tudo é marketing. Tudo e mais alguma coisa. Mas uma coisa é o marketing, outra coisa é o que eu chamo de marketing de merda. E marketing de merda é o que mais existe em todo o lado. Principalmente em santas terrinhas com muitos parolos com enormes egos que precisam de ser cheios de nada. Que mensagem é que se quer passar, ou deixar vincada, ao associar o slogan “Puro Ribatejo” a uma pequena cidade que só é conhecida de vez em quando e sempre pelos piores motivos? Pelos menos a marca e o logótipo estão registados no INPI.

Quando me dizem Puro Ribatejo a primeira coisa ou até mesmo localidade que me vem à cabeça não é esta colónia chinesa onde vivo. O que me vem à cabeça é Vila Franca de Xira ou Santarém pela aplicação e conotação em que este slogan é usado. Não, eu, PUMPUM, não sou xenófobo e muito menos racista. Se me refiro à cidade onde resido como uma colónia chinesa é porque estou a relatar um facto. Basta abrir os olhos, ou ter os olhos abertos. A actividade económica chinesa aqui em funcionamento não conseguiu, até ao dia de hoje, servir para mitigar o problema do desemprego ou fazer qualquer outro negócio nascer ou manter-se vivo. Isto acontece por falta de estratégia, visão e até competência.

Festa Que Não É Festa

Estou a falar de um evento onde durante uma semana largam touros ao fim da tarde, e nos dias de fim-de-semana ao fim da tarde e de madrugada. É dose industrial de largadas de touros num largo e ruas adjacentes que levam toneladas de areia na calçada e no alcatrão. E como estamos em ano de eleições autárquicas nada melhor que aumentar o número de largadas. A Junta de Freguesia fazer aquilo para o qual está legalmente mandatada é que não. Toca de gastar dinheiro numa festa durante uma semana em que o retorno é zero euros e zero cêntimos. Sim, nem os agentes de comércio local ganham com isto porque as actividades são fora de horário de do seu âmbito.

E pela primeira vez desde que fazem esta festa resolveram meter uma folha A4 informativa na caixa do correio dos moradores das ruas afectadas em que pedem “desculpa por qualquer inconveniente”. Parece que estão a gozar. Vamos lá por partes. Se é uma coisa tão boa como dizem, porque carga de água agora é que se lembram dos moradores e de consequências negativas. Se é bom é porque não tem nada de negativo. Aqui está um contra-censo.

Resumindo e Concluindo

A Cultura Mora Aqui Festas. Com o meu voto não contam. O resultado concreto disto tudo vem de seguida. Música com elevado volume para o que é necessário. A janela da casa transforma-se no balcão de tasca com vários copos de cerveja que são lá deixados. O pial da porta também fica transformado num balcão de tasca, povoado com copos de cerveja. Os carros são recorrentemente vandalizados. E quando não são vandalizados recebem um baptismo de urina. É isto o tipo de festa que se quer? É este o tipo de gente que se quer atrair? É isto que dá bom nome? É isto que gera riqueza?

Façam a festa, mas com pés e cabeça. Com conta, peso e medida. Com organização, com o envolvimento de todos e não esta mania tipicamente soviética do quero, posso e mando. E acima de tudo com respeito pelas pessoas e pela terra.

Outras Participações na ACMA – A Cultura Mora Aqui

ACMA Sentimentos

No mês de fevereiro participei na ACMA – A Cultura Mora Aqui com um post dedicado ao tema Sentimentos. Podes clicar em baixo e ler esse post.

ACMA Sentimentos

ACMA – A Cultura Mora Aqui

ACMA – A Cultura Mora Aqui Festas. Tu que estás a ler este post também podes participar. Esta iniciativa junta bloggers e youtubers de língua portuguesa. A cada dois meses os participantes publicam os seus posts relacionados com um tema. Este mês o tema é Festas, Festejos e Festivais. Para participares envia em e-mail para acma.cultura@gmail.comNão tens obrigatoriedade de participar todos os meses. Nesta iniciativa não se fala de moda, outfits e maquilhagem.

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